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Retalho

O que está a mudar no setor do retalho?

 
Rapidez e conveniência são as novas predileções do consumidor. Num mundo cada vez mais digital, a aposta do setor do retalho deverá estar assente nos pilares da competitividade, sustentabilidade e do crescimento económico. Uma construção que tem como principal elemento estrutural a aposta em tecnologia, fazendo aumentar o consumo global de bens e satisfazendo todos os requisitos para uma boa experiência de consumo. Afinal, para acompanhar o ritmo acelerado de crescimento do setor do retalho, é necessário estar atento às tendências que ditam a forma como o mercado se comporta e a maneira como a tecnologia pode otimizar processos e serviços.


O poder do consumidor na economia digital 

 
Por se encontrar no epicentro do ciclone da modernização tecnológica, o consumidor é cada vez mais informado e ciente do papel que desempenha a nível social, económico e ambiental. Com a chegada da economia digital, ele conheceu o verdadeiro "poder” do seu poder de compra. Passe-se a redundância, a realidade é que nunca, como hoje, o consumidor teve tanta influência na forma como o mercado se comporta. Cada vez mais exigente, o consumidor do século XXI não se deixa ir na onda da publicidade e do marketing com facilidade. Ele baseia-se no conteúdo de comentários ou na avaliação dos seus pares, razão pela qual sites como o TripAdvisor ou o Booking.com são cada vez mais populares.

Por outro lado, o poder dos influenciadores é cada vez mais notório e as grandes marcas já estão a par desta realidade. As redes sociais tornaram o espaço mediático mais democrático. Toda a gente pode produzir e divulgar conteúdos. Acabaram-se os dias em que o telespetador tinha que acatar com minutos intermináveis de publicidade. Hoje, plataformas como o Youtube são meios cada vez mais populares e acessíveis, onde se discutem tendências, ideias, teorias, histórias, etc.

Assim, as grandes multinacionais do setor do retalho têm investido na analítica avançada para prever tendências de consumo e taxas de devolução de maneira a otimizar a gestão de stocks. Muitas delas vão mais longe, apostando na automação inteligente, realidade aumentada e 5G para realizar o controlo automático do inventário, atribuir valores aos artigos, distribuir tarefas, localizar colaboradores (em empresas de grande dimensão) e saber, em tempo real, qual o estado de cada operação.  

A par do que tem vindo a acontecer, a utilização de códigos de barras D2 continuará a ser uma tendência em 2020. Ao contrário do tradicional código de barras linear, o D2 consegue armazenar elevados níveis de informação e, sendo a informação algo extremamente valorizado pelo consumidor atual, as empresas continuarão a apostar em leitores com tecnologia "area imager”.  Exemplo disto é a proliferação do QR Code, muito utilizado pela publicidade para direcionar o consumidor para determinado conteúdo sobre a marca, a empresa ou o produto.
 

E-Commerce: a digitalização do setor do retalho 

 
A internet e a hiperconectividade fizeram nascer o e-commerce. Uma tendência que, no final do ano passado, cresceu sete vezes mais rápido que o comércio dito tradicional. Segundo a Kantar, empresa especialista na análise do comportamento do consumidor, os retalhistas que operam somente no mercado e-commerce (como a Amazon) continuam a dominar nas vendas online, representando um valor de 72% do total das vendas efetuadas no meio digital, a nível global.  Ora, isto significa que as empresas que vendem, em simultâneo, em canais físicos e nos meios online representam apenas uma parcela de 28% do total de vendas online. Algumas das razões que justificam este fenómeno, de acordo com um estudo feito pela mesma empresa, prendem-se com os frequentes atrasos na entrega e a oferta precária de opções mais baratas.

A oferta multicanal tem, portanto, muito por onde melhorar e o investimento em tecnologia para a otimização de processos é uma tendência crescente. Existe, inclusive, uma previsão que realça a adesão de cada vez mais empresas à realidade que conjuga, em simultâneo, o serviço online com um serviço personalizado e próximo que só pode ser obtido pessoalmente, isto é, "o melhor de dois mundos”.

Ora, o 5G vem responder às exigências por velocidade, conveniência e eficiência. Ele surge para potenciar o packaging inteligente e as aplicações de entrega, através da Internet das Coisas. A recolha de informação em tempo real, com cada vez mais rapidez, qualidade e segurança, é hoje o meio de aprimorar a prestação de serviços. Ao utilizar meios tecnológicos online no espaço de loja, os retalhistas conseguem eliminar problemas como as longas filas para pagar ou a dificuldade de encontrar os produtos desejados no espaço físico, da mesma forma que evita ruturas de stock. 

De acordo com um estudo promovido e divulgado pela consultora internacional Capgemini, "em média, os consumidores que se manifestaram disponíveis para passar as suas compras online para as lojas físicas estão dispostos a deslocalizar cerca de 20% a 25% das suas compras em função dos potenciais avanços oferecidos pela automatização.”
O mesmo estudo revela que existem múltiplas e variadas vantagens associadas à implementação de tecnologia de ponta relacionada com a Inteligência Artificial (IA) em qualquer uma das áreas da cadeia de distribuição. Entre elas estão a poupança de recursos, maiores ganhos e, claro está, maiores índices de satisfação por parte dos clientes, reduzindo, em grande parte, o número de reclamações e a percentagem de devoluções.


Construir o futuro com ferramentas digitais 

 
De acordo com a Gfk, uma das maiores empresas de estudos de mercado do mundo, em 2020, vamos assistir a um crescimento global no consumo de bens. Ao que parece, a grande maioria dos consumidores está disposta a investir em bens que contribuem para a melhoria da sua qualidade de vida. A par disto, em Portugal, segundo um artigo do Jornal Económico, o setor do retalho e da distribuição "representa hoje mais de quatro mil espaços e mais de 130 mil postos, que cresce a um ritmo superior à média europeia ao atingir em 2018 um volume de negócios na ordem dos 12.400 milhões de euros”.
 
Pois bem, neste contexto económico, é imperativo contar com o apoio de ferramentas capazes de responder às exigências da conjuntura, ao mesmo tempo que suportam a transformação digital do setor. Adotar ferramentas digitais é, pois, a forma certa de desenvolver uma estratégia organizacional assente na competitividade, sustentabilidade e no crescimento económico.
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