Logística 4.0: o impacto da tecnologia na cadeia logística
Na área da logística e supply chain os desafios impostos pela crescente globalização, concorrência e volatilidade dos mercados são redobrados. Para ultrapassar com sucesso os desafios do setor e incorporar nas suas metodologias as novas tendências ditadas por um mercado cada vez mais desafiante, é importante saber entrar na era da logística 4.0.
Neste paradigma 4.0 a tecnologia assume o papel principal, seja para acelerar operações diárias, seja para agilizar a receção e expedição de mercadorias. Por isso, apresentamos-lhe 8 tendências que estão a marcar a logística 4.0.
8 tendências que estão a dominar a gestão logística e de armazéns
Conceitos como omnichannel, voice picking, big data, robótica ou trabalho remoto estão a alterar radicalmente a forma como se gere toda a cadeia de abastecimento, colocando a tónica numa gestão logística cada vez mais integrada.
Estas são as tendências presentes na era da logística 4.0:
1. Abordagem omnichannel
O consumidor moderno está mais informado, é mais exigente e utiliza diferentes dispositivos para obter informação na hora, comparar resultados, pesquisar alternativas e finalmente tomar a decisão de compra.
Esta nova jornada do cliente num paradigma de logística 4.0, até que efetivamente se concretize a compra, exige às empresas uma abordagem omnichannel, em que todos os canais de venda – estabelecimentos tradicionais, lojas online e aplicações móveis – devem convergir, providenciando uma experiência única e memorável. Neste sentido, as plataformas colaborativas assumem um papel de destaque no panorama da logística moderna ao longo de toda a cadeia de abastecimento, oferecendo resposta em tempo real sobre as encomendas realizadas.
2. Voice picking
O voice picking ou pick-by-voice representa um avanço tecnológico enorme e com elevado potencial de produtividade. Basta utilizar a voz para dar instruções ao software que irá auxiliar na localização dos materiais a utilizar na preparação das encomendas.
Através de um sistema de voice picking é possível realizar toda a operação de separação por comandos de voz, eliminando papéis, tabelas e coletores de radiofrequência. O software de WMS recebe as instruções do operador e igualmente através de comandos de voz indica as coordenadas, endereço do picking, artigos a recolher, quantidades e localização da doca de expedição da referida mercadoria.
3. Armazenamento vertical
O armazenamento vertical (em altura) é um modelo de organização e arrumação da mercadoria que recorre a um sistema de paletização alto, permitindo encurtar a cadeia logística, aumentar a capacidade de armazenamento e agilizar a preparação das entregas graças à economia de tempo e ergonomia resultantes dos sistemas elevatórios de última geração. Permite uma maior rentabilização do espaço físico em armazém e um acesso mais rápido aos artigos, gerando ganhos ao longo da cadeia logística.
4. Sistemas colaborativos e Big Data
Garantir que cada colaborador tem acesso à informação que precisa e quando precisa, aumenta a produtividade e melhora o trabalho em equipa. A automatização dos fluxos de trabalho e a centralização numa única plataforma facilitam o planeamento das operações, com vantagens claras ao nível do controlo de execução.
Por outro lado, o Big Data permite potenciar a imensidão de dados existentes com insights valiosos para a tomada de decisão.
5. Cross-docking
O Cross-docking é o processo de distribuição em que a mercadoria recebida num armazém não fica em stock, sendo logo preparada para carregamento e expedição imediata. Este é um processo – e uma grande tendência na logística 4.0 – complexo que requer o suporte de tecnologia avançada, de forma a garantir uma coordenação exata e em tempo real da informação.
As vantagens são claras em termos de rentabilidade da operação, rapidez do fluxo e poupança de espaço em armazém.
6. Global sourcing
Trata-se de uma visão abrangente e global da cadeia logística que preconiza a procura de fornecedores e matérias-primas em todo o globo terrestre, independentemente da sua localização geográfica. A facilidade de realizar negócios à escala global permite às organizações comprar e vender em qualquer ponto do mundo.
Trata-se de uma visão abrangente e global da cadeia logística que preconiza a procura de fornecedores e matérias-primas em todo o globo terrestre, independentemente da sua localização geográfica.
7. Robótica e digitalização de processos
Cada vez mais empresas têm implementado software especializado que cobre toda a cadeia de abastecimento, especialmente agora na era da logística 4.0.
A robótica também tem seguido o seu caminho, em que o recurso a robots para realizar tarefas como o picking e embalagem de mercadorias, acelera os processos, reduz o erro humano e liberta recursos para operações mais estratégicas.
8. Last mile e flexibilidade na entrega
O last mile é o último estágio do transporte, é nele que as mercadorias são distribuídas para entrega ao cliente. É aqui que o cliente tem o real contacto com o seu fornecedor, pelo que é muito importante que a qualidade do serviço esteja garantida.
Os sistemas de DMS otimizam a rede de distribuição com ferramentas que automatizam os processos, assegurando uma visão global sobre o planeamento das entregas e respetivo track and trace, o registo das entregas, as causas das não entregas e devoluções, entre outros dados que garantem a entrega do produto certo, na hora certa e nas condições acordadas.
Como a tecnologia pode melhorar a gestão logística e de armazéns
Para este setor em particular existem soluções de gestão desenhadas com uma arquitetura de sistemas baseada nos processos de negócio caraterísticos desta atividade: o Warehouse Management Solutions (WMS) e o Distribution Management Solutions (DMS).
Warehouse Management Solutions (WMS)
O WMS é uma solução de gestão de armazéns que otimiza as operações logísticas em ambiente indoor e responde a necessidades como gestão de artigos, acompanhamento de operações, gestão de terceiros, gestão de encomendas, gestão de rotas, receção, expedição e devoluções.
Todas as atividades de armazém – desde a arrumação ao picking, passando pela reembalagem, kitting, inventário, até à transferência entre armazéns estão contempladas neste tipo de solução.
No fundo, o WMS facilita a gestão do planeamento diário, ajudando os responsáveis máximos do armazém a organizar, direcionar e controlar a utilização dos recursos disponíveis no sentido de mover e armazenar materiais com a necessária rapidez e exatidão.
A Cegid Primavera disponibiliza uma solução WMS que ajuda a garantir a organização e o planeamento necessário para aumentar a produtividade.
Com o Eye Peak facilmente lança ordens de picking, envia-as rapidamente para os terminais e de imediato os operadores sabem onde está a mercadoria a despachar, as quantidades exatas, os lotes em causa, os números de série correspondentes, etc.
A solução de WMS do Eye Peak é universal, ou seja, funciona em qualquer terminal portátil, impressora de etiquetas e outros equipamentos tecnológicos, de forma simples e muito fácil de usar.
O caso de sucesso da Garcias
Da teoria à prática vai um importante salto, o mesmo que a Garcias, líder nacional no mercado da distribuição de vinho e bebidas espirituosas, quis dar com a implementação de tecnologia WMS da Cegid Primavera. Contas feitas, a escolha da solução Eye Peak permitiu diminuir o tempo de preparação das cargas em 67%, ou seja, em vez das três horas que habitualmente eram necessárias, passaram a utilizar apenas uma.